site de poesias coligidas de
F E R N A N D O   P E S S O A
http://www.fpessoa.com.ar

<<Voltar-Volver>>


Ocidente
Com duas mãos --o Acto e o Destino--
Desvendámos. No mesmo gesto, ao céu
Uma ergue o fecho trémulo e divino
E a outra afasta o véu.

Fosse a hora que haver ou a que havia
A mão que ao Ocidente o véu rasgou,
Foi a alma a Ciência e corpo a Ousadia
Da mão que desvendou.

Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal
A mão que ergueu o facho que luziu,
Foi Deus a alma e o corpo Portugal
Da mão que o conduziu.
Con dos manos --el Acto y el Destino--
Desvelamos. En el mismo gesto, al cielo
Una ergue el cierre trémulo y divino
Y la otra aparta el velo.

Fuera la hora que hubo o que había
La mano que a Occidente el velo rasgó,
Fue alma la Ciencia y cuerpo la Osadía
De la mano que desveló.

Fuera Acaso, o Voluntad, o Temporal
La mano que irguió el cierre que lució,
Fue Dios el alma y el cuerpo Portugal
De la mano que lo condujo.
Mensagem
Fernando Pessoa

©2004-12-03 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


<<Voltar-Volver>>


www.fpessoa.com.ar