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De Longe
De longe vejo passar no rio um navio...
Vai Tejo abaixo indiferentemente.
Mas não é indiferentemente por não se importar comigo
E eu não exprimo desolação com isto.
É indiferentemente por não ter sentido nenhum
Externo ao fato(**) (...)amente navio
De ir rio abaixo sem (rumo?) de metafísica
Rio abaixo até à realidade do mar.
De lejos veo pasar en el rio un navio...
Va Tejo(*) abajo indiferentemente.
Peo no es indiferentemente por no importarse conmigo
Y yo no exprimo desolación con esto.
Es indiferentemente por no tener sentido ninguno
Externo al acto(**) (...)lamente navio
De ir rio abajo sin (¿rumbo?) de metafísica
Rio abajo hasta a la realidad del mar.
Poemas Inconjuntos
Alberto Caeiro
1-10-1917

(*) N.d.T: El Tajo, prefiero conservar el nombre original.
(**) Ilegivel no original.
        Ilegible en el original.

©2004-12-09 by Sebastián Santisi, all rights reserved.
Revision: 31/1/2005.


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