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No Meu Prato
No meu prato que mistura de Natureza!
As minhas irmãs as plantas,
As companheiras das fontes, as santas
A quem ninguém reza...

E cortam-as e vêm à nossa mesa
E nos hotéis os hóspedes ruidosos,
Que chegam com correias tendo mantas
Pedem «Salada», descuidosos...,
Sem pensar que exigem à Terra-Mãe
A sua frescura e os seus filhos primeiros,
As primeiras verdes palavras que ela tem,
As primeiras cousas vivas e irisantes
Que Noé viu
Quando as águas desceram e o cimo dos montes
Verde e alagado surgiu
E no ar por onde a pomba apareceu
O arco-íris se esbateu...
¡En mi plato qué mezcla de Naturaleza!
Mis hermanas las plantas,
Las compañeras de las fuentes, las santas
A quienes nadie reza...

Y las cortan y vienen a nuestra mesa
Y en los hoteles los huéspedes ruidosos,
Que llegan con correas tendiendo mantas
Piden «Ensalada», descuidados...,
Sin pensar que exigen a la Madre-Tierra
Su frescura y sus hijos primeros,
Las primeras verdes palabras que ella tiene,
Las primeras cosas vivas y coloridas
Que Noé vio
Cuando las aguas descendieron y la cima de los montes
Verde e inundada surgió
Y en el aire por donde la paloma apareció
El arcoiris se suavizó...
O Guardador De Rebanhos
Alberto Caeiro
08-03-1914

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