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A Flor Que És
A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perene
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.
La flor que eres, no la que me das, yo quiero.
Porque me niegas lo que no te pido.
Tiempo hay para que niegues
Después de haber dado.
¡Flor, sé mi flor! Si te cogiera avaro
La mano de la infausta esfinge, tú peremne
Sombra errarás absurda.
Buscando lo que no diste.
Odes De Ricardo Reis
Ricardo Reis

©2005-01-04 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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