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Pois Que Nada Que Dure
Pois que nada que dure, ou que, durando,
Valha, neste confuso mundo obramos,
E o mesmo útil para nós perdemos
Conosco, cedo, cedo.

O prazer do momento anteponhamos
À absurda cura do futuro, cuja
Certeza única é o mal presente
Com que o seu bem compramos.

Amanhã não existe. Meu somente
É o momento, eu só quem existe
Neste instante, que pode o derradeiro
Ser de quem finjo ser?
Puesto que nada que dure, o que, durando,
Valga, en este confuso mundo obramos,
Y lo mismo útil para perdernos
Con nosotros, pronto, pronto.

El placer del momento antepongamos
A la absurda cura del futuro, cuya
Certeza única es el mal presente
Con el que su bien compramos.

Mañana no existe. Mío solamente
Es el momento, yo sólo quien existe
En este instante, ¿que puede el postrero
Ser de quien finjo ser?
Odes De Ricardo Reis
Ricardo Reis

©2005-04-24 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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